Trem nos Trilhos

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    Este trem saiu da estação “X CBC – 1988”, quando o Sistema OCB reinvindicou sua Autogestão no X Congresso Brasileiro de Cooperativismo, realizado em Brasília nos dias 9 a 11/03/1988, e esta autogestão foi conquistada na Constituição Brasileira, promulgada no dia 08/10/1988.

    A partir desta estação o Cooperativismo Brasileiro precisa andar sobre dois trilhos, que são a Gestão Democrática e a Eficiência Empresarial, mediante as bandeiras do PAGC, PDGC e GDA rumo à próxima estação “2025”, conforme Planejamento Estratégico já definido. O arco-íris, no horizonte, é o símbolo da Aliança Cooperativa Internacional – ACI.

    O Sistema Cooperativista, desde o seu surgimento em Rochdale (Inglaterra) no ano de 1844, precisa andar sobre dois trilhos: A Gestão Democrática e a Eficiência Empresarial. Ler texto nº 1.

    Sempre que ele tenta andar apenas sobre um destes trilhos, ele descarrilha, porque não se constrói um paraíso social sobre uma ruína econômica e nem um paraíso econômico sobre uma ruína social. O Sistema Cooperativista leva ao desenvolvimento equilibrado entre o social e o econômico.

    O Cooperativismo é simultaneamente um movimento com objetivos em comum e um sistema que precisa atuar de forma integrada. Em ambos os aspectos ele deixa muito a desejar no Brasil e em outros países.

    Este artigo tem por objetivo analisar a situação do Sistema Cooperativista e dar subsídios às pessoas que desejam colocá-lo nos trilhos, pois um sistema que perde sua identidade também perde a razão de existir.  Convém observar alguns sintomas que evidenciam o Cooperativismo Brasileiro estar fora dos trilhos:

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    Tudo isso poderia ter sido evitado se fossem cumpridas as Resoluções do Congresso Brasileiro de Cooperativismo – X CBC, realizado em Brasília (DF), nos dias 9 a 11/03/1988, após ampla consulta às bases. As duas principais resoluções deste congresso foram:

     “1.1 – Estabelecimento de um processo de organização do quadro social em Comitês Educativos, Comissões, Núcleos, Conselhos etc., permitindo a efetivação de um elo de ligação entre o associado e a administração da cooperativa, contribuindo para o processo decisório e o planejamento democrático na sociedade cooperativa.”

    “2.1 – Implementação de um Programa de Educação e Capacitação a nível nacional, pelo Sistema OCB, ajustado às realidades regionais e locais envolvendo o associado, o dirigente, o funcionário, a comunidade e familiares dos associados, e dos futuros associados.”


     Se apenas estas duas resoluções fossem cumpridas, o Cooperativismo Brasileiro não teria descarrilhado. Além das Resoluções do X CBC, foi aprovado um Programa de Autogestão e um Programa de Educação Cooperativista, detalhando o que cada entidade do Sistema OCB deveria fazer, mas também foram abandonados. Ler texto nº 5 e texto nº 6.

       Desde então houve mais três Congressos Brasileiros de Cooperativismo – CBCs e inúmeros outros eventos para definir e redefinir o que já estava definido, mas ainda não foi realizado, tornando os problemas cada vez mais crônicos. Está tudo perdido? Não! O Cooperativismo Brasileiro vive um momento extraordinário para colocar este trem nos trilhos, entre outros, pelos seguintes motivos:

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    O mais indicado para fazer o marketing do Cooperativismo é o quadro social das cooperativas. Neste sentido, o Cooperativismo Brasileiro investe na Organização do Quadro Social – OQS, imprescindível para viabilizar o seu Planejamento Estratégico, que é excelente.   Convém ressaltar que a OQS e a Educação Cooperativista dependem do Presidente da Cooperativa, porque toda a tecnologia (know how) está disponível no Sistema CNCoop/OCB/Sescoop. Quando o Presidente quer, tudo acontece. Quando não quer, ele tem mecanismos para frustrar qualquer iniciativa neste sentido.

    Por isso cabe ao quadro social eleger dirigentes comprometidos com a OQS e a Educação Cooperativista. O resultado disso é mera consequência e resolverá os problemas crônicos do Sistema Cooperativista. Ler texto nº 10. Sobre a Encenação da OQS: Ler texto nº 21.

    Existem processos para identificar candidatos a cargos eletivos nas cooperativas e nas suas entidades de representação, mediante definição do perfil da pessoa para ocupar cada cargo, sem a indicação de nomes. Ler texto nº 11.

    Por isso só pode ser candidato quem assumir publicamente o compromisso de dar total apoio a quem for eleito, que é o maior interesse da respectiva base. Assim o Sistema Cooperativista vai se aperfeiçoar permanentemente. Os dirigentes devem ser eleitos e os executivos contratados para executarem a proposta de trabalho aprovada pelas bases. Todos os que atuam neste sistema devem elevar constantemente o nível de consciência cooperativista. Ler texto nº 12.

    O planejamento estratégico do Sistema CNCoop/OCB/Sescoop poderá servir de referência para países que se encontram na mesma situação. Assim o Sistema Cooperativista merecerá o Prêmio Nobel da Paz, pois quando praticado na essência, constrói um mundo melhor e se torna o Caminho para a Democracia e a Paz, conforme slogan do Sr. Roberto Rodrigues, um dos maiores ícones do Cooperativismo Mundial.

    Os textos a seguir são interessantes para ampliar os conhecimentos sobre o Sistema Cooperativista.

      a) Texto nº 13 sobre adequação da terminologia à Doutrina Cooperativista.

      b) Texto nº 14 sobre Cultura da Cooperação.

      c) Texto nº 15, que aborda a visão do Papa Francisco sobre a Pobreza.